
O FRMS Forum 2025 chegou ao fim, consolidando-se como um dos mais importantes encontros globais sobre gerenciamento do risco da fadiga. Ao longo do evento, reguladores, operadores, entidades representativas e cientistas compartilharam conhecimento e discutiram avanços na mitigação da fadiga no setor aéreo.
O Projeto Fadigômetro teve grande repercussão, chamando a atenção dos presentes pelo embasamento científico da pesquisa e pelos dados apresentados. Durante a palestra do Cmte. Tulio Rodrigues, porta-voz científico do estudo, foram trazidas diversas análises feitas a partir das escalas de trabalho dos tripulantes brasileiros, aprofundando não só o debate sobre a mitigação dos riscos da fadiga como também sobre as limitações dos modelos bio-matemáticos.
A necessidade de sólidas bases científicas e experiência operacional para a implementação de mudanças regulatórias foi outro importante ponto levantado a partir da pesquisa, gerando reflexões importantes entre os participantes do fórum.
Além do destaque para o Fadigômetro, o evento abordou outros temas essenciais como os avanços na implementação dos sistemas de gerenciamento do risco da fadiga (FRMS) ao redor do mundo, a gestão da fadiga entre tripulantes, equipes de solo e controladores de voo, os últimos desenvolvimentos científicos na área, a perspectiva dos reguladores e o futuro do FRMS.
Durante a abertura do segundo dia do fórum, a Dr. Frida Fischer (USP/Fadigômetro) também lembrou a realização em novembro deste ano, no Guarujá, do 25th International Symposium on Shiftwork and Working Time. O simpósio será fundamental para aprofundar as discussões sobre os impactos do trabalho em turnos e do gerenciamento da fadiga em diferentes setores, incluindo a aviação.
O encerramento do FRMS Forum 2025 reforça a necessidade de seguir avançando na construção de estratégias eficazes para mitigar os riscos da fadiga, garantindo mais segurança e qualidade de vida para os aeronautas. O Fadigômetro segue cumprindo um papel essencial nesse processo, fortalecendo a base científica para melhorias nas escalas de voo e na gestão da fadiga, assim como na qualidade do serviço prestado para o usuário da aviação.
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